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domingo, 4 de setembro de 2011

DEZ JOGOS E BRINCADEIRAS PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL


Dez jogos e brincadeiras para a Educação Infantil

Blog de casadainfancia :Casa da Infância, Dez jogos e brincadeiras para a Educação Infantil
As atividades abaixo foram capturadas no link educador brasil escola e são opções para o professor da educação infantil desenvolver algumas das habilidades infantis de forma lúdica. Certamente as crianças vão gostar muito!
— por Rosana Rodrigues
Desenvolver atividades em Educação Infantil não é nada fácil, em razão dos alunos serem muito pequenos e ainda por não corresponderem de forma motora a muitas atividades. Assim, seguem algumas sugestões que poderão auxiliar o professor no cotidiano da sala de aula, bem como fora dela.
Caixa de Sensações: o professor pode encapar uma caixa de tênis fazendo um furo em forma de círculo, com dez centímetros de diâmetro. O professor deverá organizar materiais como retalhos, flocos de algodão, pedaços de lixa, tampinhas, caixinhas e outros objetos e ir colocando-os por uma das extremidades, a fim de que a criança, com a mão do outro lado, identifique o material.
Caminho Colorido: com folhas de papel pardo, faça um caminho para que as crianças carimbem os pés, com tintas coloridas. É uma atividade que envolve muito as crianças, e as deixam muito felizes.
Toca do Coelho: Dispor bambolês no pátio da escola de forma que fiquem duas crianças em cada um e que sobre uma fora do bambolê. Ao sinal do professor, as crianças deverão trocar de toca, entrando duas em cada um. Sempre sobrará uma criança fora da toca.
De onde vem o cheiro? A professora irá passar perfume em um paninho e o esconderá na sala, num lugar fácil, onde os alunos deverão descobrir de onde vem o cheiro.
Dentro e Fora: Fazer uma forma geométrica bem grande no chão e pedir que as crianças entrem na delimitação desse espaço. Se quiser o professor poderá fazer outra forma dentro da que já fez onde irá pedir que os alunos adentrem também, explorando ainda que se a forma é pequena eles irão ficar apertados.
Arremesso: O professor fará uma linha no chão, usando fita crepe e as crianças deverão arremessar garrafinhas plásticas cheias de areia, para frente. O professor irá medir as distâncias e verificar quem conseguiu arremessar mais longe. Depois, em sala de aula, poderá fazer um gráfico explicativo.
Pneus: Esses podem ser usados para várias brincadeiras, como pular dentro e fora, se equilibrar andando sobre a parte de sua lateral ou ainda quem consegue rolar o pneu de um determinado lugar até outro sem deixá-lo cair.
Que som é esse?: Com faixas de tnt preto, vendar os olhos dos alunos e fazer diferentes barulhos usando instrumentos musicais, latas, brinquedos, etc., a fim de que as crianças identifiquem os mesmos.
Caixa Surpresa: Com uma caixa de papelão encapada, o professor irá mandar para a casa de um aluno a fim de que os pais enviem algum material que possa ser descoberto pelas crianças. O professor vai fazendo descrições do material, até que as crianças descubram o que é.
Pega-Pega Diferente: Dividir a turma em dois grupos e identificá-los com lenços ou fitas de cores diferentes. Após o sinal do professor os grupos deverão pegar uns aos outros e a criança pega deverá ficar num espaço delimitado pelo professor. Vence o grupo que tiver mais pessoas que não foram pegas.
Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola
FONTE DA FOTO:



Como estimular as inteligências através das aulas de Educação Física?



Buscando conceituar inteligências
Existe um certo consenso intelectual de que inteligência passa a ser concebida como uma capacidade de resolver problemas ou de elaborar produtos que seja valorizado em um ou mais ambientes culturais (ANTUNES, 2002, p.13).
(...)
A inteligência é a compreensão fácil, um potencial que se manifesta na mente humana através de uma constelação de funções cerebrais, altamente organizadas, resultantes de uma imbricação de ações que envolvem neurônios e neuro transmissores, sinapses e fluxos sanguíneos (ANTUNES, 2002 p.113).
    As definições de inteligência tornaram-se mais abrangentes, considerando diversos escopos de habilidades e domínios, indo desde a capacidade para resolver problemas e constituir produtos válidos para um contexto cultural até a potência para disponibilizar diferentes recursos cerebrais para se adaptar a alguma situação e para agir ou responder a demandas ambientais. As inteligências mudam de criança para criança, para testar estas inteligências poderá ser realizado um teste de quociente de inteligência. "Um teste de inteligência de fato prevê a habilidade da pessoa de haver-se com materiais escolares embora preveja pouco sobre o sucesso na vida" (GARDNER, 1994, p.3).
    Não existe uma única inteligência, as inteligências são múltiplas (GARDNER, 1994), incluindo dimensões. Em geral, são oito inteligências: a) verbal-lingüística; b) lógico-matemática; c) viso-espacial; d) musical; e) cinestésico-corporal; f) interpessoal e g) intrapessoal.
    Neste texto, abordaremos apenas três delas: a lógico-matematica; musical e, finalmente, a cinestésico-corporal, de muita importância para a valorização e legitimação da EF escolar. Não é tão simples classificar essa multiplicidade de inteligências, que pode ser constatada pela observação da mente humana. Assim, o potencial de inteligência varia de pessoa para pessoa, pelo seu desenvolvimento e desempenho, considerando-se fatores e vetores inatos e adquiridos.

A inteligência lógico-matemática
    A inteligência lógico-matematica "está associada à competência em desenvolver raciocínios dedutivos e em construir cadeias causais e lidar com números e outros símbolos matemáticos" (ANTUNES, 2002, p.13). Também se manifesta pela capacidade e pela sensibilidade para separar e transformar símbolos numéricos, bem como pela capacidade de trabalhar longas cadeias de raciocínios aritméticos, algébricos ou geométricos (domínios do conceito matemático); gosto por atividades ou jogos de xadrez ou tangrans; e habilidades para trabalhar idéias que envolvam o espaço ou os raciocínios numéricos. Jogos para despertar a consciência operatória e significativa dos sistemas de numeração que está embutida na idéia do "muito" e do "pouco" (quantidade e ordenações); jogos específicos para o estímulo de operações e conjuntos (jogos operatórios com as ferramentas básicas de avaliação lógica-matematica; ou seja, os instrumentos de medida); e finalmente jogos estimuladores de raciocínio lógico (ANTUNES, 2002, p.72).
    Estes jogos podem ser trabalhados dentro da escola com o professor de educação física em conjunto com o professor de matemática, ensinando a estimular seu raciocínio crítico, percepção espacial, a lógica e o raciocínio do universo numérico.

Inteligência musical e atividades rítmicas
    A inteligência musical "representa um sentimento puro na humanidade e esta à percepção formal do mundo sonoro e o papel desempenhado pela música como forma de compreensão do mundo"(ANTUNES, 2002, p.13). Revelando-se como a capacidade para combinar e compor sons não-verbais, para identificar sua unidade específica e para encadeá-los em uma seqüência lógica e rítmica, bem como estruturá-los em harmonia e compor melodias, que envolve um ambiente ou lugar.
    A música é a linguagem que se traduz em formas capazes de expressar sensações, sentimentos e pensamento. Está presente em todas as culturas, nas mais diversas situações: festas e comemorações, rituais religiosos, manifestações cívicas, política, etc. Faz parte da educação desde há muito tempo, sendo que, já na Grécia antiga, era considerada como fundamental para formação dos futuros cidadãos (OLIVATTO, 2002). "De todos os talentos com que os indivíduos podem ser dotados, nenhum surge mais cedo do que o talento musical" (GARDNER, 1994, p.78).
    Indivíduos se destacam pela capacidade de se produzir e apreciar ritmos através de sons. A música motiva a quem escuta, provocando movimentos da cabeça, braços, pernas; conhecidas como expressões rítmicas, que levam a um estado agradável de encanto chamado e conhecido por nós como dança (IAVORSKI, 2007).
    Talvez a dança, junto com a música, sejam os elementos mais importantes para que se possam desenvolver atividades lúdicas nos estabelecimentos escolares. A dança já existe desde os tempos mais remotos e é referenciada na mitologia (OLIVATTO, 2002). Dançar é tão importante para uma criança quanto falar, contar ou aprender geografia. É essencial para a criança que não desaprenda essa linguagem, pela influência de uma educação repressiva, preconceituosa e frustrante (MOREIRA, 2004, p.72).
    Ocorre uma tentativa de separação em nossa escolaridade do ensino da música e da dança de outras disciplinas. É importante que o professor descubra e mostre aos seus alunos que os temas trabalhados são ricos e que sua compreensão é bem mais completa quando associamos um fato e uma circunstância a um som que os emoldura. A inteligência musical e rítmica é uma das inteligências humanas que mais se desenvolve, podendo ser percebida, isoladamente, quando limitações em outras áreas não impedem a sensibilidade para a composição musical. Se os sons forem associados a conteúdos diversos, e os alunos forem progressivamente levados a estabelecer essas relações, da mesma maneira como organizarão um volume de saberes, poderão organizar também igual volume de informações sonoras, rítmicas e musicais. "A música é uma sucessão de sons e combinação de sons organizados de modo a exercer uma impressão agradável ao ouvido e sua impressão à inteligência é ser compreensível..." (GARDNER, 1994, p.82).
    Alguns alunos podem descobrir, por meio de pesquisa, entrevistas com especialistas, diferentes "línguas faladas" por instrumentos musicais, agrupar essas línguas em "culturas" e inventar diferentes "diálogos" entre instrumentos. "No caso da linguagem há considerável ênfase, na escola, em aquisições lingüísticas adicionais, a música ocupa uma posição relativamente baixa em nossa cultura e então o analfabetismo musical é aceitável" (GARDNER, 1994, p.86).
    Essa atividade pode estimular comparações com outros tipos de agrupamentos, facilmente constatadas nas ciências, matemática, geografia, história ou mesmo elementos da gramática. Incentivar a criança a montar uma paródia relacionada ao que foi aprendido durante a semana, o professor escolhe o tema e passa ao aluno desenvolver este trabalho em grupo, podendo ser representado através de dança, ritmos, ou música. Estas propostas incentivam a memorização através da associação, melhor compreensão de conteúdos, além de socialização do trabalho em grupo e motivação à criatividade, através do envolvimento de todos. Usando a interdisciplinaridade, permite-se que o lúdico entre na sala de aula e que este ambiente se torne agradável e motivante para o aprendizado cotidiano da criança.

A inteligência cinestésico-corporal
    A inteligência cinestésico-corporal pode ser identificada como uma capacidade para controlar e utilizar o corpo. É a inteligência que se manifesta nas mais diversas expressões corporais: na dança, na mímica, na prática esportiva e no uso da linguagem corporal para propósitos de comunicação. Esta comunicação ocorre através do corpo, do movimento corporal. Diversas capacidades e habilidades físicas são associados a essa inteligência: forças, equilíbrio, destreza, agilidade, flexibilidade, etc. As atividades que fazem da linguagem corporal um elemento da aprendizagem são muitas e extremamente diversificadas, mas em sala de aula quase nada se faz, persistindo-se no erro de separar mente do corpo, a sala de aula da quadra esportiva.
    A mímica pode ser um instrumento interessante de construção de saberes; e o uso do corpo para explicar fatos constituídos para exploração de uma linguagem diferente deveris ser mais utilizado no ambiente escolar. Com a mímica, pode-se reforçar a compreensão de conteúdos ministrados e estimular referências que ajudem a guardá-la na memória de longa duração, por estratégias mnemônicas e associativas e mais que isso, que o aprendizado seja significativo e compreensível à realidade do educando.
    Quando os professores de Educação Física são percebidos pela escola como profissionais imprescindíveis para levar os alunos a descobrirem seu corpo e as possibilidades de movimento, a adotarem hábitos saudáveis e qualidade de vida, a desenvolverem espírito crítico em relação a imposições de padrões sobre saúde, beleza e estética, é impossível que não se relacione a estes itens o estimulo à inteligência cinestésico-corporal.
    Na educação física, os jogos que estimulem a inteligência cinestésico-corporal e a motricidade, podem ser associados à coordenação manual e à atenção; à coordenação viso-motora e tátil; à percepção de formas e percepções tridimensionais, aos conceitos de peso e tamanho e, finalmente, a jogos sensoriais, tais como jogos estimuladores do paladar e da audição. A educação física pode colaborar sobremaneira no desempenho do aluno dentro da sala de aula, trabalhando e desenvolvendo suas inteligências, sua forma de se expressar e de ser no mundo e na realidade escolar, onde convive.

Os jogos e a aprendizagem
Jamais pense em usar os jogos pedagógicos sem um rigoroso e cuidadoso planejamento, marcando por etapas muito nítidas e que efetivamente acompanhem o progresso dos alunos(ANTUNES, 2002, p.37).
    Os jogos pedagógicos têm que ser planejados pelo professor cuidadosamente, para saber o objetivo da aula. "Os jogos ou brinquedos pedagógicos são desenvolvidos com a intenção explícita de provocar uma aprendizagem significativa, estimular a construção de um novo conhecimento" (ANTUNES, 2002, p.38). O professor deve preparar seus alunos para o momento especial a ser propiciado pelo jogo e explicar a razão pela qual está adotando o jogo naquele momento da aula.
    Na língua portuguesa, podem ser utilizados jogos que explorem as inteligências lingüísticas, espaciais e pessoais. Aplicando o uso da linguagem para facilitar a expressão, compreender textos escritos e orais, construir imagens diversas com as palavras e transformar a linguagem em instrumento para a aprendizagem. Já nas Ciências, "entender a natureza como um todo dinâmico e como um conjunto complexo de seres e ambiente, incluindo o homem, e perceber sua atuação como agente transformador da paisagem" (ANTUNES, 2002 p.44), poder-se-ia estimular os educandos a realizarem experimentos, analisarem situações e reações, incluindo o funcionamento e reações orgânicas e fisiológicas durante o esforço e exercício, os períodos amturacionais, hormônios e sexualidade poderiam ser facilmente trabalhados também.
    Na matemática, são utilizados os jogos que explorem a inteligência lógico-matemática, musical e espacial. Identificar os conhecimentos matemáticos como um dos meios para o conhecimento do mundo, resolver problemas e desenvolver formas de raciocínio. Na história, pode-se utilizar os jogos que explorem a inteligência musical, cinestésico-corporal e espacial. Através destes jogos, poder-se-á identificar no próprio grupo os fundamentos da historicidade do ambiente, perceber o espaço em que vivem como portadores de outras características em outros tempos, localizar eventos em uma seqüência temporal e explicar o presente, através de analogias com o passado, ou previsões ou prognósticos comparativos do futuro.
    Na Geografia, os docentes podem se utilizar dos jogos que explorem a inteligências pessoais e a naturalista (ambiental). Fazer com que conheçam o espaço geográfico e construam conexões que permitam aos alunos perceber a ação de homem em sua transformação e em sua organização no espaço físico e social. Vale ressaltar que "os temas não constituem novas áreas e, menos ainda, novas disciplinas curriculares, e assim pressupõe um tratamento integrado pelas diferentes áreas, e, portanto uma concreta interdisciplinaridade" (ANTUNES, 2002, p.44).
http://www.efdeportes.com/efd119/a-ludicidade-no-desenvolvimento-e-aprendizado-da-crianca-na-escola.htm
FONTE:

Atividade lúdica: uma forma de ensino



    As atividades motoras, desenvolvidas através de propostas de ensino da Educação Física podem permitir a abertura às experiências dos alunos e uma formação para cidadania, destacando-se, sobretudo, as questões morais, sua prática pedagógica e a forma de conduzir e propor as situações de ensino e aprendizagem por meio das atividades, procurando captar as perspectivas de descoberta através da proposição de conflitos, a tomada de consciência, as relações entre o fazer e compreender (FREIRE, 2002).
    Para muitas crianças a aula de Educação Física é o momento mais prazeroso e desejado da rotina escolar, é a oportunidade para o movimento, o grito, o abraço, o entusiasmo, o momento de dispersão. Por estes momentos prazerosos, será que em outras disciplinas também não é possível usar o corpo e o movimento como recurso ou linguagem de comunicação de conteúdos? Talvez o aluno que realmente aprendeu história poderia falar de seus saberes com a linguagem corporal; ou usar a coreografia do movimento, a magia da mímica para explicar teorias... Até quando o encantamento das quadras não pode invadir a sala de aula e os saberes cognitivos serem procurados na quadra? (ANTUNES, 2002).
    Talvez ocorra preocupação em saber que as matérias podem se unir, ou se transformar em apenas uma. Isto pode perturbar muitos professores na escola, achando que por causa da interdisciplinaridade o ensinamento não será o mesmo, e nem o aprendizado.
    De acordo com Platão, a criança aprende através de jogos: se "ensina(va) matemática às crianças em forma de jogo e preconizava que os primeiros anos das crianças deveriam ser ocupados com os jogos educativos" (AGUIAR, 1998, p.36). A importância da criança aprender com o lúdico é muito bem focado por outros autores, sendo um deles Silva (2005; 2006), que afirma: "A importância dos jogos no desenvolvimento da criança tem que ser enfatizados" (SILVA, 2005, p. 22). É através destes momentos que a Educação Física pode trazer benefícios a estas crianças; uma vez que possibilita o desenvolvimento de habilidades e oportunidade para o aprendizado. Froebel apud AGUIAR (1998, p.36) foi o primeiro pedagogo a "incluir o jogo no sistema educativo, acreditava que a personalidade da criança pode ser aperfeiçoada e enriquecida pelo brinquedo".
    Conseqüentemente, as crianças aprendem através do brincar: admirável instrumento para promover a educação, o jogo é um artifício que a natureza encontrou para envolver a criança numa atividade útil ao seu desenvolvimento físico e mental. "A criança que joga acaba desenvolvendo suas percepções, sua inteligência, suas tendências à experimentação, seus instintos sociais" (PIAGET, 1972, p. 156).
    Os jogos não apenas são uma forma de entretenimento para gastar energia das crianças, mas meios que contribuem e enriquecem o desenvolvimento intelectual.
A atividade lúdica é o berço obrigatório das atividades intelectuais da criança, sendo por isso, indispensável à pratica educativa. E, pelo fato de o jogo ser um meio tão poderoso para a aprendizagem das crianças que em todo lugar onde se consegue transformar em jogo a iniciação a leitura, ao calculo ou à ortografia, observa-se que as crianças se apaixonam por essas ocupações, geralmente tidas como maçante (AGUIAR, 1998, p.37).
    Através da atividade lúdica ocorre um progresso da assimilação a tudo que lhe é passado. Por todos estes motivos que "os jogos fazem parte do universo infantil; são objetos sociais que trazem dentro de si uma infinidade de conteúdos que integram as disciplinas escolares" (AGUIAR, 1998, p.43). Aprender brincando é crescer atuando no desempenho, o jogo é praticamente a vida de uma criança, é fazer com que ela aprenda a viver e a desenvolver seus conhecimentos ensinados3.
    Além da EF ajudar a criança dentro da sala de aula, poderá colaborar no desenvolvimento corporal e também no desenvolvimento de relacionamentos mais amigáveis entre professores e alunos. Mesmo que alguns professores não acreditem muito no relacionamento amigável com o aluno, pensando que a seriedade "impõe respeito", a grande dificuldade de certos professores é exatamente incluir o lúdico na sala de aula, pensando que o lúdico não é algo sério, por essa razão o lúdico e a seriedade são colocados em corpos opostos.
Se analisarmos a relação de não-seriedade (e descompromisso) do jogo, isso não significa que o jogo não é sério, pelo contrário, muitas formas de jogo são extremamente sérias: "a seriedade procura excluir o jogo, ao passo que o jogo pode muito bem incluir a seriedade" (GALLARDO, 1998, p.112).
    O professor pode adquirir um relacionamento com seu aluno, passando a ser um amigo em todos os momentos. Não adianta o professor somente querer ensinar e esquecer-se de aprender. É preciso procurar saber se algo está errado com a criança; pelo simples fato de ela, na atividade e na execução de um exercício, não conseguir ter a capacidade para realizá-lo (MOREIRA, 2004). Daí a utilização também as propostas das inteligências múltiplas, associadas às características dos jogos e da ludicidade no ambiente escolar.

(...) veja mais sobre o assunto  na integra.

http://www.efdeportes.com/efd119/a-ludicidade-no-desenvolvimento-e-aprendizado-da-crianca-na-escola.htm
FONTE:

SAÚDE ESCOLA


A Saúde Escolar iniciou como projeto piloto em 2004. No ano de 2007 passa ser uma seção do Departamento Pedagógico, mantendo o objetivo inicial de promover qualidade de vida e prevenir agravos nas comunidades escolares, por intermédio de ações pedagógicas em saúde.
Está alicerçada em um conceito de saúde em movimento, dependendo de valores sociais, culturais, subjetivos, históricos e por pedagogias que contemplam o sujeito como singular e diverso. Privilegia os referenciais do construtivismo, da psicanálise, as contribuições de Paulo Freire, a complexidade de Edgar Morin e a filosofia de Hanna Arendt.
O enfoque do trabalho é a transversalidade, presente em documentos de diferentes origens e concebido pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs/LDB/MEC - 1997). Os Planos de Ações estão de acordo com o diagnóstico das realidades escolares, demandando temas sociais emergentes, tais como: saúde sexual e reprodutiva, violência em suas várias formas, drogadição, epidemiologia, meio ambiente, qualidade de vida, entre outros. A complexidade dos assuntos e a importância do conhecimento a ser construído permeiam e ultrapassam as disciplinas.
Trabalha na perspectiva da ressignificação da escola que precisa mover-se frente à contemporaneidade, rompendo paradigmas, escutando as várias "leituras de mundo", sendo formadora de protagonistas preparados para intervir na sua realidade.
A Seção de Saúde Escolar não se constitui em um programa, mas em uma estrutura organizacional permanente de gestão, em consonância com os objetivos curriculares, onde os temas transversais são trabalhados de forma ampla e cotidiana, de modo a atingir equipes diretivas, professores, alunos e comunidades em geral. Evidencia que saúde é um processo educativo, e para tanto, exige luta relativas às desigualdades sociais e participação da cidadania. Inclui capacitação para educadores, oficinas com alunos, palestras, produções textuais, fóruns, atividades culturais, mostras, seminários, grupos de reflexão e mobilização das comunidades.
A Promoção da Saúde torna necessária a articulação de parcerias, ações intersetoriais e a participação de outros segmentos sociais, de modo que a mobilização eficaz e continuada garanta atingir seus objetivos plenamente, florescendo a VIDA em seus múltiplos aspectos.

Equipe técnica:

Marta Tellechea Madeira da Veiga - Coordenadora Geral
Maria Luiza D’Aló Moura
Maria Salete Conte

Contato

Seção de Saúde Escolar / Divisão de Gestão Escolar / Departamento Pedagógico
Fone: (51) 3288-4782

A importância do brincar



Pais não devem subestimar o valor das brincadeiras, essenciais para o desenvolvimento da criança

Clarissa Passos, iG São Paulo 
Para as crianças, brincar é a primeira forma de se relacionar com o mundo
O princípio VII da Declaração Universal dos Direitos da Criança, aprovada por unanimidade pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1959, já estabelece: toda criança tem direito ao lazer infantil. Brincar é essencial para o desenvolvimento do seu filho - e o valor da brincadeira não pode ser subestimado.
Brincar tem um viés que vai muito além da simples fantasia. Enquanto um adulto vê apenas uma criança empilhando bloquinhos, para o pequeno aquilo significa experimentar as possibilidades de construir e conhecer novas cores, formatos e texturas. "Para a criança, brincar é um processo permanente de descoberta. É um investimento", explica Tião Rocha, antropólogo, educador popular e folclorista, fundador do Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento, em Minas Gerais.


"A criança que brinca vai ser mais esperta, mais interessada e terá mais facilidade de aprender - tudo isso de forma natural", diz Ruth Elisabeth de Martin, pedagoga e educadora do Labrimp (Laboratório de Brinquedos e Materiais Pedagógicos da Universidade de São Paulo).


Desenvolvimento
A literatura e as pesquisas demonstram que brincar tem três grandes objetivos para as crianças: o prazer, a expressão dos sentimentos e a aprendizagem. "Brincando, a criança passa o tempo, mostra aos pais e professores sua personalidade e descobre informações", resume Áderson Costa, professor do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília.
Crianças menores, mesmo na companhia de outras, costumam brincar sozinhas. Para elas, o ideal são brincadeiras que estimulem os sentidos. Através deles, elas exploram e descobrem cores, texturas, sons, cheiros e gostos.
Por volta dos 3 anos elas desenvolvem outro tipo de brincadeira: o faz de conta. Imitar situações cotidianas - como brincar de casinha ou fingir que é o motorista de um ônibus - permite que as crianças se relacionem com problemas e soluções que passam do fazer imaginário para o aprender real.
A partir dos 5 anos, os pequenos estão aptos para incluir o outro nas brincadeiras. "É a fase em que elas deixam de brincar ao lado de outras crianças e passam a brincar com outras crianças", explica Maria Angela Barbato Carneiro, coordenadora do Núcleo de Cultura e Pesquisas do Brincar da Pontifícia Universidade de São Paulo.


Vale lembrar que o desenvolvimento infantil é individual. Algumas crianças começam a brincar com outras mais cedo, outras mais tarde - não há motivo para preocupação.
Como incentivar seu filho a brincar
Estabelecer um horário diário ou semanal para brincar com seu filho é o primeiro passo para garantir que ele faça esta atividade com frequência. Muitos pais lotam a agenda dos filhos com afazeres extracurriculares, o que extingue o momento da brincadeira. "Toda agenda de criança deve ter um espaço diário para não fazer nada - é aí que surge o espaço para brincar", orienta Áderson.
Participar da brincadeira dos filhos também dá uma vantagem aos pais: conhecê-los melhor. Como a criança se expressa brincando, os pais observadores descobriram as vulnerabilidades e os pontos fortes de seus filhos. "Brincar juntos aumenta o grau de confiança e o vínculo entre pais e filhos", diz.
Dar brinquedos de diferentes materiais e tipos também é recomendável. Por isso, nada de entupir a menina só com bonecas e chegar com um carrinho debaixo do braço a todos os aniversários do menino. As crianças precisam experimentar de tudo. "Cada brinquedo traz uma mensagem e vai despertar o interesse e a curiosidade de alguma forma", ressalta Ruth.
O importante é o brincar, e não o brinquedo. É possível improvisar brinquedos com uma fruta, uma caixa de papelão vazia ou o que quer que esteja à mão. E não se preocupe se não puder dar a seu filho aquele carrinho movido a pilhas de última geração. "Só na visão do adulto um brinquedo eletrônico é divertido. Para a criança, brinquedo que brinca sozinho é enfadonho", completa Tião.
As brincadeiras ideais para cada faixa etária
Reunimos algumas recomendações de especialistas sobre as brincadeiras mais adequadas para cada faixa etária. O desenvolvimento infantil é individual, mas as crianças passam, cada uma a seu tempo, pelas fases abaixo. Todas as atividades devem ser desenvolvidas sob supervisão de um adulto e nos ambientes adequados.
Até os 2 anos
Nesta fase, a brincadeira tem que estimular os sentidos. Correr, puxar carrinhos, escalar objetos, jogar com bolinhas de pelúcia são atividades recomendadas.
3 a 4 anos
Começam as brincadeiras de faz de conta. As crianças respondem a brincadeiras de casinha, de trânsito, de escolinha e de outras atividades cotidianas.
5 a 6 anos
Os jogos motores (de movimento) e os de representação (faz de conta) continuam e se aprimoram. Surgem os jogos coletivos, de campo ou de mesa: jogos de tabuleiro, futebol, brincadeiras de roda.
7 anos acima
A criança está apta a participar e se divertir com todos os tipos de jogos aprendidos, mas com graus de dificuldade maiores.
http://delas.ig.com.br/filhos/a+importancia+do+brincar/n1237554276340.htmlhttp://delas.ig.com.br/filhos/a+importancia+do+brincar/n1237554276340.html
FONTE: 

Dia Internacional do Brincar 2011



Você sabia que existe o Dia Internacional do Brincar?
O Dia Internacional do Brincar é comemorado no dia 28 de Maio.

Links interessantes sobre o tema:

Museu dos Brinquedos - http://www.museudosbrinquedos.org.br/ - Vale a pena visitar!

Associação Brasileira de Brinquedotecas - http://www.brinquedoteca.org.br/si/site/0000 - Informações sobre cursos, bibliografia, etc.

Quem quer brincar -http://www.ufrgs.br/faced/extensao/brincar/ - Projeto de extensão da UFRGS

Mapa do brincar -http://www1.folha.uol.com.br/folha/treinamento/mapadobrincar/ - Brincadeiras de todo o Brasil!

Brinquedos Raros - http://www.brinquedosraros.com.br/index.php - Para relembrar a infância dos adultos!

Associação Brasileira de fabricantes de Brinquedos -http://www.abrinquedoteca.com.br/interna.htm

Dicas de jogos - http://www.jogos.antigos.nom.br/default.asp

Texto Jogos e brincadeiras: desafios e descobertas - do programa Salto para o Futuro -  http://tvbrasil.org.br/fotos/salto/series/165801Jogos.pdf

Portal do Professor -http://portaldoprofessor.mec.gov.br/buscaGeral.html?pv=false&busca=brincadeiras&listarAula=true&x=16&y=8 - Sugestões de aula e muitos outros recursos!
http://alfabetizacaomagica-dressa.blogspot.com/2011/05/dia-internacional-do-brincar-2011.html
FONTE:

PENSAMENTOS

PENSAMENTOS

"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso, existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis."



" O nascimento do pensamento é igual ao nascimento de uma criança: tudo começa com um ato de amor. Uma semente há de ser depositada no ventre vazio. E a semente do pensamento é o sonho. Por isso os educadores, antes de serem especialistas em ferramentas do saber, deveriam ser especialistas em amor: intérpretes de sonhos."( Rubem Alves )


"As crianças têm uma sensibilidade enorme para perceber que a professora faz exatamente o contrário do que diz".( Paulo Freire )


De que adiantará um discurso sobre a alegria se o professor for um triste?"
( Artur da Távolla )


"Brincar com as crianças não é perder tempo, é ganhá-lo, se é triste ver meninos sem escola, mais triste ainda é vê-los sentados enfileirados, em salas sem ar, com exercícios estéreis, sem valor para a formação do homem.”
Carlos Drummond de Andrade



Nós mesmos sentimos que o que fazemos é uma gota no oceano.
Mas o oceano seria menor se essa gota não existisse."
(Madre Teresa de Calcutá )